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Cachorro com febre: temperatura normal, como medir e quando é emergência

Marcos Veloso AndradeMédico-veterinário, fundador e responsável técnico

A temperatura normal de um cachorro fica entre 37,5 °C e 39,2 °C, segundo o Merck Veterinary Manual. Acima disso pode ser febre, e só o termômetro confirma: focinho quente ou seco não serve de medida. Nunca dê paracetamol, ibuprofeno ou outro remédio humano. Febre com apatia, vômito ou falta de ar pede atendimento no mesmo dia.

O cachorro não quis a ração da noite, ficou deitado no canto e, quando você passou a mão, a barriga parecia mais quente que o normal. O focinho estava seco. Em Betim, com as tardes quentes da primavera, a dúvida é comum: é febre ou é só calor?

Febre não é uma doença, e sim um sinal de que o organismo está reagindo a alguma coisa, com mais frequência uma infecção ou uma inflamação. Por isso, baixar a temperatura em casa com remédio sem saber a causa pode esconder o problema e, dependendo do medicamento, criar um segundo problema, a intoxicação.

A seguir, você vai ver qual é a temperatura normal do cão, por que o focinho engana, como medir com segurança, o que nunca dar ao seu pet e quais sinais indicam que não dá para esperar até amanhã.

Qual é a temperatura normal de um cachorro?

Resposta rápida

A temperatura retal normal de um cachorro adulto vai de 37,5 °C a 39,2 °C, segundo a tabela de referência do Merck Veterinary Manual. Ela é naturalmente mais alta que a humana, então um cão a 38,5 °C está bem. Valores acima de 39,2 °C já merecem atenção, e acima de 39,5 °C costumam indicar febre.

Esse intervalo aparece na tabela de temperaturas retais normais do Merck Veterinary Manual. O mesmo manual, no capítulo sobre febre de origem indeterminada, explica que a maioria dos cães com febre verdadeira fica entre 39,5 °C e 41,1 °C. Entre um número e outro existe uma faixa em que agitação, exercício, calor do dia ou estresse da ida ao veterinário podem elevar um pouco a temperatura sem que haja doença.

Filhotes recém-nascidos têm valores diferentes, mais baixos nos primeiros dias de vida. Para eles, qualquer dúvida deve ser levada direto ao veterinário.

Como saber se o cachorro está com febre? O focinho não mede

Resposta rápida

A única forma confiável de saber se o cachorro está com febre é medir a temperatura com termômetro. Focinho quente, seco ou úmido não indica febre: a umidade do focinho muda com o ambiente, o sono e a hidratação. Orelhas e barriga quentes também enganam. Desânimo, tremor e falta de apetite são pistas, mas não confirmam.

Muitos tutores esperam o focinho "voltar a ficar gelado" para relaxar, e isso atrasa o atendimento. Um cão pode estar com febre e focinho úmido, ou com focinho seco e temperatura normal depois de dormir perto do sol.

Como medir a temperatura do cachorro com segurança

Resposta rápida

Use um termômetro digital de uso exclusivo do pet, lubrificado com vaselina ou gel à base de água, e introduza a ponta com delicadeza cerca de 2 cm no ânus, levemente inclinado para a lateral. Espere o sinal sonoro. Peça ajuda para segurar o cão com calma e interrompa se ele reagir com dor ou agressividade.

Termômetros de mercúrio não são recomendados, porque quebram com facilidade se o cão se mexer. Termômetros de ouvido para uso veterinário existem, mas a medição retal ainda é a referência usada nas tabelas clínicas. Meça com o cão em repouso, longe do sol e pelo menos meia hora depois de passeio ou brincadeira, para não confundir aquecimento por esforço com febre.

Anote o valor e o horário. Essa informação ajuda muito na consulta.

O que a temperatura do seu cão pode indicar:

Temperatura retalO que pode indicarO que fazer
37,5 °C a 39,2 °CFaixa normal para cães adultosObservar outros sinais
39,3 °C a 39,9 °CTemperatura elevada, possível febreMedir de novo em repouso e procurar consulta se persistir ou houver outros sinais
40 °C ou maisFebre altaAtendimento no mesmo dia
Acima de 41 °CRisco de dano a órgãos, possível insolaçãoEmergência imediata
Abaixo de 37,5 °C com apatiaTemperatura baixa, pode indicar quadro graveEmergência imediata

Quais sinais costumam acompanhar a febre?

Resposta rápida

Os sinais mais comuns que acompanham a febre em cães são apatia, falta de apetite, tremores, respiração acelerada, olhos avermelhados e vontade de ficar isolado. Vômito, diarreia, tosse, secreção no nariz, dor ao ser tocado ou urina escura ajudam o veterinário a localizar a origem do problema e devem ser relatados na consulta.

O Merck Veterinary Manual aponta infecções, doenças imunomediadas (quando o sistema de defesa ataca o próprio corpo) e câncer como as causas mais frequentes de febre persistente em cães. Reações leves e passageiras após vacinas também podem ocorrer. Em Betim e região, doenças transmitidas por carrapatos entram na lista de suspeitas que o veterinário costuma investigar em cães com febre e apatia.

Qual remédio posso dar para o meu cachorro com febre?

Resposta rápida

Nenhum sem orientação veterinária. Antitérmicos e anti-inflamatórios humanos, como paracetamol e ibuprofeno, são perigosos para cães. O Merck Veterinary Manual descreve que o paracetamol pode lesar o fígado e alterar a hemoglobina do sangue, e que o ibuprofeno tem margem de segurança estreita, podendo causar vômito intenso após uma única ingestão.

Segundo o mesmo manual, o uso prolongado de ibuprofeno pode causar úlceras e perfurações no estômago, além de lesão nos rins. A dipirona, muito presente nas casas brasileiras, também não deve ser dada por conta própria: qualquer antitérmico, a dose e a necessidade de usá-lo são decisões do veterinário, depois de examinar o cão.

Há outro motivo para não medicar. Febre é um sinal que ajuda a acompanhar a evolução da doença. Baixar a temperatura em casa pode dar a impressão de melhora enquanto a causa segue avançando. O Merck Veterinary Manual observa ainda que, na febre verdadeira, o próprio organismo está regulando a temperatura para cima, e resfriar o cão à força tende a não funcionar. Por isso, nada de banho gelado, álcool ou gelo no corpo.

O que você pode fazer: deixar o cão em lugar fresco e arejado, oferecer água fresca à vontade e observar se ele bebe e urina normalmente.

Se o seu cão ingeriu paracetamol, ibuprofeno ou qualquer remédio de uso humano, não espere aparecerem sintomas. Leve a embalagem e procure atendimento imediatamente.

Quando a febre em cachorro é emergência?

Resposta rápida

É emergência quando a temperatura passa de 40 °C, quando a febre vem com dificuldade para respirar, gengivas muito pálidas, arroxeadas ou amareladas, convulsão, vômitos repetidos, prostração a ponto de o cão não levantar, ou quando ele ficou exposto ao calor intenso. Filhotes e cães idosos com febre também devem ser vistos no mesmo dia.

Temperatura muito alta depois de um passeio no sol ou de horas em carro fechado pode não ser febre, e sim hipertermia por calor. A VCA Animal Hospitals explica que temperaturas acima de 41 °C sem sinais prévios de doença costumam estar ligadas à exposição ao calor, a chamada insolação, e que por volta de 41,2 °C a 42,7 °C há risco de falência de múltiplos órgãos. Nesse caso, o atendimento precisa ser imediato.

Fora desses sinais, febre que dura mais de 24 horas, que vai e volta, ou que vem acompanhada de perda de apetite também pede avaliação, mesmo que o cão pareça bem entre um episódio e outro.

Como o Reino Animal Betim investiga a febre do seu cão

Resposta rápida

No Hospital Veterinário Reino Animal, em Betim, a investigação da febre começa com exame físico completo e segue, quando indicado, para hemograma e outros exames no laboratório próprio, com resultado na hora, inclusive de madrugada. Raio-X 24 horas e ultrassom com laudo no mesmo dia ficam no mesmo prédio.

O Merck Veterinary Manual recomenda, na avaliação inicial da febre persistente, exame físico detalhado, exames de sangue completos, exame de urina e, em geral, radiografias de tórax e abdômen. Ter tudo isso no mesmo endereço encurta o caminho entre a suspeita e o diagnóstico. Você pode conhecer os exames laboratoriais com resultado na hora e o atendimento de consultas veterinárias em Betim.

Se o quadro for grave, o cão pode ser atendido na emergência 24 horas, sem agendamento e com triagem por gravidade, e seguir para internação e UTI no mesmo prédio. Em 2024, a unidade de Betim registrou 15.359 atendimentos e 1.336 internações. A equipe explica cada exame antes de fazer e apresenta o orçamento antes da decisão, inclusive em urgência.

Seu cão está quente, abatido ou sem comer? No Reino Animal Betim, a consulta e os exames de sangue acontecem no mesmo prédio, com resultado na hora. Fale com a equipe e traga a temperatura anotada, se tiver medido.

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Perguntas frequentes

Como fica o focinho do cachorro quando ele está com febre?

Pode ficar quente e seco, mas também pode continuar úmido. O focinho muda com o ambiente, o sono e a hidratação, por isso não serve para medir febre. Só o termômetro confirma.

Pode dar dipirona para o cachorro com febre?

Não por conta própria. Qualquer antitérmico, inclusive a dipirona, só deve ser usado com prescrição do veterinário, que define se é necessário e qual a dose. Medicar sem diagnóstico pode esconder a causa da febre.

Como baixar a febre de cachorro sem remédios?

Deixe o cão em lugar fresco e arejado e ofereça água fresca à vontade. Evite banho gelado, álcool ou gelo, que podem causar tremores e desconforto. Se a temperatura passar de 40 °C ou a febre durar mais de 24 horas, procure atendimento.

Cachorro com febre e tremendo, o que pode ser?

Tremores podem acompanhar a febre, mas também aparecem com dor, medo, frio, intoxicação e alterações neurológicas. Meça a temperatura e observe outros sinais. Tremor com febre alta, vômito ou prostração pede atendimento no mesmo dia.

Febre alta, falta de ar ou prostração? Venha agora. O Reino Animal Betim atende 24 horas, todos os dias, com equipe médica presencial no plantão e laboratório com resultado na hora.

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Sobre o autor

Marcos Veloso Andrade

Médico-veterinário, fundador e responsável técnico

Marcos Veloso Andrade, médico-veterinário, abriu o Reino Animal em 1987 e conduziu a transformação de clínica de bairro em hospital certificado pelo CRMV-MG, acompanhando o crescimento de Betim por quase quatro décadas.

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